Explicações sobre o julgamento dos queijos

O concurso de queijos e produtos lácteos recebeu a inscrição de 1100 queijos. Mas nem todos foram entregues. Muitos produtores declararam a intenção de entregar 5 queijos (em maturações diferentes), mas não o fizeram. Portanto, o nº final de queijos julgados foi de 953 produtos.

Decidimos não separar os queijos entre “leite cru versus pasteurizado” nem entre queijos fabricados com leite da própria fazenda e queijos de laticínios. Embora essa separação seja muito importante para compreensão da cadeia do queijo em geral, e crucial para refletir sobre políticas públicas, ela não existe nas prateleiras de supermercados e lojas especializadas em queijos. O consumidor escolhe sua compra por fatores múltiplos, sendo o principal o sabor e prazer sensorial proporcionado.

Ao aplicar o regulamento inicial, que previa as notas de corte para 14-16 (bronze), 16-18 (prata) e 18-20 (ouro), percebemos que 56% dos queijos seriam coroados com medalhas. Isso mostra o aumento do nível de qualidade da produção de queijos brasileiros. Muitos queijos seduziram os jurados.

No entanto, na opinião do presidente Claude Maret, um concurso não é somente uma prova onde todos conquistam seu valor a partir de uma nota mínima. Um concurso deve coroar os melhores. Para garantir o valor desse concurso, e para encorajar ainda a melhoria da qualidade geral dos queijos brasileiros, foi decidido aumentar a nota de corte de obtenção de medalhas, sendo:
Bronze: de 16,5 a 17,99
Prata: de 18,00 a 18,99
Ouro: 19,00 a 19,99

O objetivo dessa mudança nas regras foi de contemplar no máximo um quarto dos queijos concorrentes: os melhores.

Essa decisão foi anunciada pelo presidente do Concurso, sr. Claude Maret, após a finalização da primera etapa do concurso e contagem das fichas que atingiram a nota mínima de 14 pontos. Ela foi corroborada pelo comissário geral do concurso Élvio Rocha e acatada por unanimidade por 15 jurados supremos. Essa decisão se ampara no artigo do regulamento: “Somente o Comissário Geral e o Presidente são autorizados a resolver um litígio.” (p. 2)

O objetivo do Mundial do Queijo do Brasil não é inundar o mercado do queijos artesanal brasileiro com uma grande quantidade de medalhas que pode confundir o consumidor e banalizar o valor do concurso. Nosso objetivo é dar destaque aos melhores. E acreditamos que isso foi alcançado.

O sucesso desse evento ultrapassou todas as nossas expectativas. Pedimos desculpas aqui, humildemente, pelos nossas imperfeições durante a gestão do concurso. Acreditamos que elas são essenciais para melhorar a próxima edição. Agradecemos a compreensão e estamos abertos para receber todas as críticas que possam nos ajudar para o próximo ano.

Agradecemos a todos os voluntários que tiveram importância crucial na realização desse evento. Especialmente: Emater, Aqmara (na pessoa de seu presidente Wilson Menezes), Família Leite na pessoa de Joel Leite (todos os envolvidos na empresa Senzala Artesanal), Priscila Rocha (Trem Bom de Minas), Márcio Luiz Moraes (webmaster da SerTãoBras e responsável pela Gestão da Informação do concurso), Denise Barros (relações públicas da SerTãoBras), Anna Clara Hussein (responsável pela captação de recursos), Heider Samarone (designer do Mundial e criador das medalhas e troféus) e Firmo Magela.

Atenciosamente,
Débora Pereira
Diretora geral da SerTãoBras

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